sexta-feira, 21 de maio de 2010

Poeta Damário da Cruz morre vítima de câncer de pulmão





"A primeira grande dificuldade pra mim de um poeta, talvez a única é de buscar escrever bem se ele conseguir escrever bem o resto é tudo muito fácil (...)".
(Damário da Cruz, 27 de agosto de 2009).

O poeta Damário da Cruz morreu na madrugada desta sexta-feira (21) no Hospital Jorge Valente, em Salvador. O corpo foi velado até o meio-dia no cemitério Jardim da Saudadade na capital. Damário estava tratando de um câncer de pulmão há alguns meses.
A tarde o corpo seguiu para Cachoeira cidade onde o poeta morava , o corpo foi velado no prédio da Câmera de Vereadores e sepultado no Cemitério da Piedade.
A Equipe do Site Poesia Baiana esteve com Damário em setembro de 2009, no Pouso da Palavra na cidade de Cachoeira. O Pouso é um espaço cultural, aconchegante com pinturas, livros, decoração rica em detalhes, local possível de encontrar reunidos os poetas da região e turistas.
Em entrevista com Damário foi possível gravar o seu perfil que será exposto no site Poesia Baiana atrávés de podcast.


O último poema de Damário Dacruz

Familiares do poeta Damário Dacruz, acabam de distribuir, em Salvador, uma cópia do seu último poema. O corpo de Damário será transportado para Cachoeira, aonde será enterrado.

É a despedida do poeta.

Viva Damário!

Gran finale

Avise aos amigos

que preparo o último verso

A vida

Dura menos que um poema

E no alvorecer mais próximo

saio de cena.

Damário Dacruz

4 comentários:

miguel disse...

Meus votos de condolências aos seus familiares e aos poetas próximos, a comunidade Poesia Baiana. Pelo semblante ele era mais moço do que eu. Espero que passagem tenha sido suave e que o seu legado poético preencha àqueles que o amam.

Leticia Gabian disse...

Conheci o Damário numa viagem que fizemos à Cachoeira, em 1008. Foi paixão à primeira vista, pela sua poesia.
Agora, ele irá poemar num lugar chamado PRA SEMPRE.
E vai fazer muita falta!

Marcelo Vinicius disse...

Oi! Tenho um selo pra você :)

Abraços!

Valdeck Almeida de Jesus disse...

A morte e a vida de um poeta

Um poeta morre todo dia,
E não apenas no dia da sua morte.
Sorte, má-sorte, é para quem vive
A ilusão da vida eterna
Eternamente no corpo.

Para o poeta, o que importa,
De verdade, é o passado, o futuro,
Algo que não se toca, na se pega.

O poeta vive o invisível, o não vivido.
O dia a dia do poeta é sofrido,
Não medido, não visto, não visitado.

A morte, com sorte, é apenas uma passagem
A uma nova vida, sonhada, não vivida
Sofrida, impossível, etérea.

Vai poeta, abraça teu futuro e teu passado
Voa, poeta. O infinito te espera,
Colossal, improvável, invisível...

Vai poeta, recita, declama,
Faz parte do universo,
Faz da vida um verso...

Valdeck Almeida de Jesus
Para Damário da Cruz
22 de maio de 2010
São Paulo-SP - Jardim Ângela
www.galinhapulando.com

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